sexta-feira, 20 de novembro de 2009

2012
de Roland Emmerich




Eu ontem fui ao cinema. (Sempre achei que esta era a melhor forma de começar um post: Eu ontem fui ao cinema!) Fui mesmo! Depois de um jejum de mês e meio (talvez mais), coisa nunca antes vista e, de resto, imperdoável, lá fui eu. Entreguei o exame, saquei do telemóvel e vai de mensagem para o colega cinéfilo do costume. ‘Queres ir ao cine?’ Ele liga-me logo. ‘É pá, estava a pensar ir para casa. Descansar e tal. Estás a ver? Mas já que falas disso…’. Ele insistiu em pagar os bilhetes. (Os primeiros bilhetes sem desconto de estudante.) Eu disse que pagava o jantar. Fiquei a perder. Toma!


21:15. Cinemas do Campo Pequeno. Sala composta, mas não cheia. '2012'. '2012'! Um filme sobre o fim do mundo, depois do pior exame de sempre! Toma! Mas, ontem, admito, não era pela arte. Nenhum de nós esperava ou queria um filme sublime. Cá por mim, estava ávida de espectáculo básico. Acção e barulho. Coisas a partirem-se. Destruição massiva. Ah, e quanto a isso, os génios de Hollywood não nos decepcionaram! Houve barulho à farta e o Mundo até acabou. Quer dizer, não acabou completamente, mas…


(Não posso contar! Nem pensar, não conto! Paga bilhete que aquilo é coisa para se ver no grande ecrã.)


De qualquer modo, já se sabe que a história é o que menos importa neste tipo de película. É um filme americano sobre um cenário catastrófico: claro que tem heróis, cobardes e moralistas! Quem viu ‘O Dia da Independência’ e ‘O Dia Depois de Amanhã’, filmes do mesmo realizador, sabe do que estou a falar. (Se bem que este ‘2012’ ainda é pior do que isso que estão a imaginar!) O argumento é especialmente forçado e repetitivo. Os diálogos são pobres, básicos mesmo, tão básicos que dá vontade de rir. O que pode ser bom: afinal o Mundo acaba em ‘2012’, mas ninguém quer assustar as pessoas!


Ora, '2012' vale pelos efeitos (que se dizem) especiais e, nesse particular, vale muito! O resto é conversa…


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