Ontem adormeci durante a viagem. O cansaço acumulado e o ter dois bancos por minha conta falaram mais alto e deixei-me levar pelos encantos do sono. Acordei pontualmente porque a conversa do banco ao lado não me deixava entrar naquele sono bom em que nos esquecemos do mundo. (não há problema OffTimeGirl, deram-me tema para este post :) )
No banco do lado eram quatro os que trocavam ideias sobre cinema: filmes, histórias, actores e realizadores. Fiquei com esta na cabeça: realizadores. Ontem ouvi falar de Kusturica e Tim Burton. Nunca vi nenhum filme de Kusturica e é, sem sombra de dúvida, um grande shame on me mas também só o descobri à cinco aninhos nas minhas andanças académicas (o instrumental da minha tuna era a Corfu, banda sonora do "Gato Preto, Gato Branco" e uma música que me deixou de boca aberta de tão boa que é). De Tim Burton gosto e gosto ainda mais quando se junta com o Johnny Deep (embora deste goste com ou sem o Burton). Mas não é sobre nada disso que aqui venho falar. Venho aqui falar do meu realizador preferido.
Normalmente os grandes realizadores têm sempre um ar meio chanfrado (olhem com atenção para o Tim Burton ou o Woody Allen antes de discordarem, sim?). O meu não. Quando olho para o meu realizador lembra-me um senhor simpático, um quase pai natal sem barbas. E, como tudo o que é bom na minha vida, descobri-o por mero acaso.

Descobri Alfred Hitchcook num programa da Sic Mulher e apaixonei-me perdidamente. Eu, fã incondicional de suspense do bom, encontrei nos filmes de Hitchcook aquilo que procurava nos filmes actuais sem nunca conseguir encontrar: que me deixassem presa ao ecrã, com um nó na barriga e o coração prestes a saltar pela boca. Queria que me fizessem pensar e perguntar o porquê daquilo acontecer em vez de pensar "Ah, agora aquela vai para ali e morre e vai uma facadazita ou um telefonema assustador". Não, Hitchcook faz-me pensar e temer o que devemos temer: a mente humana, o facto de que algo que não podemos controlar aconteça.
Este senhor de ar afável (mesmo quando tenta ser assustador) é, para mim, o mestre do suspense e leva-nos para o filme com os actores, juro que às vezes sinto-me como um vouyer nos filmes dele e leva-nos a percorrer os caminhos misteriosos da mentes humana na luta inglória de tentar perceber o porquê de alguns de nós serem psicopatas ou sociopatas.
O Filme: Os Pássaros (1960), assustei-me como poucas vezes me aconteceu e durante uns dias fiquei com um certo receio que os pássaros atacassem assim: sem aviso e sem razão.
O contra: Acontece a quem vê estes filmes tendo por base as técnicas actuais de efeitos especiais. Não se esqueçam que estes filmes têm, em média, cinquenta anos em cima e, na minha opinião, não precisam de qualquer efeito especial de agora para serem assustadores mas vejam o filme como se vivessem naquela altura. Também não são próprios para quem não gosta de suspense nem de filmes que nos levem até à última sem saber bem o que se passa.
Para quem quer conhecer um pouco de Hithcook antes de se decidir se se deve atirar aos filmes: AlfredHitchcook Presents é o caminho a seguir. Apresentado pelo realizador tem algumas curtas realizadas por ele sobre um certo tema. Passou à uns anos na Sic Mulher e foi assim que me deixei levar por ele. E olhem a música:
Para espanto de muitos, Hitchcook assumia-se como uma pessoa que se assustava facilmente e punha os créditos do seu sucesso e da sua capacidade como realizador de cinema nessa sua característica:
No banco do lado eram quatro os que trocavam ideias sobre cinema: filmes, histórias, actores e realizadores. Fiquei com esta na cabeça: realizadores. Ontem ouvi falar de Kusturica e Tim Burton. Nunca vi nenhum filme de Kusturica e é, sem sombra de dúvida, um grande shame on me mas também só o descobri à cinco aninhos nas minhas andanças académicas (o instrumental da minha tuna era a Corfu, banda sonora do "Gato Preto, Gato Branco" e uma música que me deixou de boca aberta de tão boa que é). De Tim Burton gosto e gosto ainda mais quando se junta com o Johnny Deep (embora deste goste com ou sem o Burton). Mas não é sobre nada disso que aqui venho falar. Venho aqui falar do meu realizador preferido.
Normalmente os grandes realizadores têm sempre um ar meio chanfrado (olhem com atenção para o Tim Burton ou o Woody Allen antes de discordarem, sim?). O meu não. Quando olho para o meu realizador lembra-me um senhor simpático, um quase pai natal sem barbas. E, como tudo o que é bom na minha vida, descobri-o por mero acaso.

Descobri Alfred Hitchcook num programa da Sic Mulher e apaixonei-me perdidamente. Eu, fã incondicional de suspense do bom, encontrei nos filmes de Hitchcook aquilo que procurava nos filmes actuais sem nunca conseguir encontrar: que me deixassem presa ao ecrã, com um nó na barriga e o coração prestes a saltar pela boca. Queria que me fizessem pensar e perguntar o porquê daquilo acontecer em vez de pensar "Ah, agora aquela vai para ali e morre e vai uma facadazita ou um telefonema assustador". Não, Hitchcook faz-me pensar e temer o que devemos temer: a mente humana, o facto de que algo que não podemos controlar aconteça.
Este senhor de ar afável (mesmo quando tenta ser assustador) é, para mim, o mestre do suspense e leva-nos para o filme com os actores, juro que às vezes sinto-me como um vouyer nos filmes dele e leva-nos a percorrer os caminhos misteriosos da mentes humana na luta inglória de tentar perceber o porquê de alguns de nós serem psicopatas ou sociopatas.
O Filme: Os Pássaros (1960), assustei-me como poucas vezes me aconteceu e durante uns dias fiquei com um certo receio que os pássaros atacassem assim: sem aviso e sem razão.
O contra: Acontece a quem vê estes filmes tendo por base as técnicas actuais de efeitos especiais. Não se esqueçam que estes filmes têm, em média, cinquenta anos em cima e, na minha opinião, não precisam de qualquer efeito especial de agora para serem assustadores mas vejam o filme como se vivessem naquela altura. Também não são próprios para quem não gosta de suspense nem de filmes que nos levem até à última sem saber bem o que se passa.
Para quem quer conhecer um pouco de Hithcook antes de se decidir se se deve atirar aos filmes: AlfredHitchcook Presents é o caminho a seguir. Apresentado pelo realizador tem algumas curtas realizadas por ele sobre um certo tema. Passou à uns anos na Sic Mulher e foi assim que me deixei levar por ele. E olhem a música:
Para espanto de muitos, Hitchcook assumia-se como uma pessoa que se assustava facilmente e punha os créditos do seu sucesso e da sua capacidade como realizador de cinema nessa sua característica:
Luck is everything... My good luck in life was to be a really frightened person. I'm fortunate to be a coward, to have a low threshold of fear, because a hero couldn't make a good suspense film.
Seen you soon. :)
Pois, eu posso ficar mesmo muito entusiasmada quando o tema é cinema. (Isso aconteceu ontem à noite.) Às vezes, até parece que percebo muito do assundo. (Risos) Talvez perceba um bocadinho, mas nada que se compare com várias pessoas que conheci desde que fui estudar para a capital. Foram elas que me introduziram à obsessão da busca do filme perfeito.
ResponderExcluirO cinema de terror é um tema delicado, para mim. Por um lado, porque, em geral, interesso-me muito pelo estilo. Por outro, porque trata-se de um estilo onde é muito fácil encontrar filmes de qualidade francamente precária. E, ainda, por outro, porque julgo ser muito difícil assustar no cinema. Muito mais do que fazer chorar ou rir.
Hitchcook é considerado um mestre do terror, mas sinceramente desconheço a obra cinematográfia deste senhor. (Tenho de melhorar neste aspecto.)Julgo ter visto apenas um filme deste realizador numa aula de psicologia do 12º ano. Lembro-me de que era um filme inquietante sobre um indivíduo atormentado por um passado inconsciente, que se ia descobrindo, cena a cena. Sem dúvida, como referes, parece um estilo de terror que se baseia nas obscuridades da 'psique' humana. Difere do cinema de terror actual, muitas vezes centrado em realidades extra humanas.
Pessoalmente, 'assusta-me mais' o lado sombrio da mente humana, o pantano da loucura e a linha ténue que a separa do estado precário da não-loucura, que é aquele que todos julgamos que estamos.
O que gosto de Hitchcook é que os seus filmes são focados na mente humana. Não há cá sangue por todos os lados, nem ET's, nem fantasmas (pelo menos nos que já vi) é tudo focado no que a mente humana pode fazer, no seu lado sombrio o que torna os seus filmes inquietantes afinal a mente pode pregar partidas a qualquer um de nós.
ResponderExcluirEu gosto muito mas muita gente já me disse que são uma grande seca (até porque alguns dos filmes são um pouco parados, não há perseguições ou coisas do género) por isso não sei quem tem razão. :)
Como já têm reparado, não me meto muito no assunto cinema. Não é de todo uma especialidade minha. O que tenho a dizer sobre este assunto é o seguinte: não gosto de ver romances de faca e alguidar, incluindo aqueles em que tudo é perfeito, o mundo é cor-de-rosa e acaba sempre tudo bem, e recuso-me terminantemente a ver filmes de terror. Razão: dão-me pesadelos. Nem queiram saber que mais tipos de filmes me dão pesadelos...
ResponderExcluirE por aqui me fico. Tudo o que vier por acréscimo será disparate, de certeza.