quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Shutter Island

O melhor filme da temporada nem sequer está nomeado.

Eu sei que não tenho sido constante, mas este merece-o. Ainda está morno. Acabei de chegar a casa e foi só o tempo de um banho. Estou pronta para soltar o impulso, só não tenho a certeza das palavras que quero usar.



Deixem-me experimentar desta maneira: hoje foi o dia em que Scorsese, o mal amado (também por mim), esse sénior semi-deus, me deixou sem argumentos. Eu que andei, de forma injusta e idiota, a desdenhar deste senhor durante estes curtos anos de maturidade mental questionável, encho-me agora de vergonha! Vergonha! O facto que as suas histórias não me tocarem cá dentro, não pode ser desculpa. Eu devia ter sido capaz de alguma honestidade intelectual. Ele sabe muito de cinema, Meu Deus! Que raio de pseudo-cinéfilo anda por aí de costas viradas para Martin Scorsese!? Bem, só um daqueles impossíveis!

O thriller ‘Shutter Island’ é Scorsese a tocar no meu maior medo – a loucura. Já não apanhava um filme destes desde que os Coen nos apresentaram ‘No country for old man’. Claro que Scorsese não conseguiu provocar em mim o tumulto patológico do ‘absurdo’ dos Coen. Ainda bem. Foi diferente, desta vez. Mais gozo, menos tormento. Só, no final, a sensação de plenitude cinematográfica, foi semelhante. Júbilo!

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