sábado, 29 de maio de 2010

Lost, We are!



Interessante Celine, esse vídeo do You Tube! Completo. Criativo. Corrosivo.

«Essa» cena do filme alemão ‘A Queda’ tem sido usada para várias brincadeiras. ("By the way", é um momento brilhante do cinema europeu.) Lembro-me que fizeram algo semelhante gozando com a polémica das declarações de Maitê Proença sobre Portugal e os Portugueses e com a crise da avaliação dos professores. Ambas, igualmente bem-dispostas. Mas, neste caso específico, a paródia ao final (decepcionante) da série americana ‘Lost’ tem o mérito maior de ser particularmente certeira; de tocar numa série de temas que, de certo modo, habitaram o espírito de qualquer seguidor imparável de ‘Lost’ na última semana.

Não deixa de ser fascinante reparar que, mais do que a ‘ilha’ ser uma metáfora existencialista, as reacções e contra-reacções que se geraram em torno desta série acabam por ser a metáfora-mãe. Metáfora enorme e balofa, que relembra os esquecidos que, com mais ou menos fé, o resultado final desta vida bela e misteriosa é a frustração! Neste ponto, sim senhor, ‘Lost’ é uma lição de vida.

Humildemente, queríamos pouco. Bastava que inventassem uma razão qualquer para que fosse importante proteger a ilha; carregar no malvado botão! Afinal, têm de concordar, esse era ‘o mistério‘! O que tinha aquele lugar de especial!?

SPOILER - Sacanas! No final, distorcem tudo e tentam convencer-nos que a ilha é um limbo, uma dimensão de passagem entre a vida e a morte. Ora, com isto qualquer um fica desarmado. Se assim é, todo e qualquer mistério acaba por não ter importância real, pelo simples facto de que não é real…

Estávamos perdidos e perdidos continuamos.

2 comentários:

  1. Eu e o Lost....não sei, acho que não sou intelectual o suficiente para aquilo. Mas a música tá um espectáculo :)

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