quinta-feira, 17 de junho de 2010

Eu sou o amor

‘Io sono l’amore’. ‘I am love’. ‘Eu sou o amor’. De Luca Guadagnino. Drama italiano. Cinematograficamente belo. Por momentos, avassalador. Outras vezes apenas chato, frio e vazio. Como nós.



Queria deixar-me de preconceitos, mas não dá. O cinema europeu, aliás o cinema do resto-do-mundo, é de outra dimensão. Nunca os peritos americanos criavam e punham na tela algo semelhante a ‘Eu sou o amor’. Os americanos têm aquele bom senso de tentar agradar à maioria e, todos sabem, a maioria não gosta de se sentir estúpida. A maioria gosta de um momento linear de alienação e paga por isso. A maioria sai à pressa da sala de cinema e não fica a saborear os respingos das histórias e a inventar formas esquizofrénicas de se sentir esborrachado pela genialidade dos outros. A maioria aceita de ânimo leve a industrialização bruta da sétima arte. (Até porque) A maioria não anda à espera de uma qualquer revelação na grande tela. A maioria não quer mais do que pouco. A maioria tem, sem dúvida, a atitude mais saudável.

2 comentários:

  1. Cinema italiano...apetece-me tanto, gosto tanto e parece tão bom. É esse um dos problemas de estar longe de Lisboa...esses filmes fora do universo de Hollywood não chegam cá.Já perdi a conta a filmes estrangeiros que não vi e que queria tanto ver.

    Mas por aqui o cinema é para a maioria e eu, embora com qi cinematográfico baixo, de vez em quando preciso de pertencer à minoria.

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  2. Não entendo qual a necessidade de insultares a tua inteligência cinematográfica... 'over and over again'!

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