segunda-feira, 21 de junho de 2010

A mulher do viajante do tempo

Se fosse crítica de cinema provavelmente viria aqui dizer cobras e lagartos, pegar no mais infimo pormenor e dizer que estava mal, que não era assim. Mas não sou, o que me dá a liberdade de ser honesta e dizer que ainda há filmes que nos fazem sonhar. Não daqueles de beijos falsos e amores arrebatadores. Mas daqueles de amor, de romance, de lágrimas e de tudo o que é inevitável na vida. Ainda há filmes assim, como a vida, simples mas que nos enchem o coração.
Ele viaja no tempo, podia ter outra doença qualquer mas apenas viaja no tempo. Entrando e saindo da vida dela ao longo de todo o crescimento. Sem controlar o que faz, para onde vai ou quando aparece torna-se constante na vida dela atraído para o que é mais importante: o amor que partilham, a relação humana feita de bons e maus momentos que os une.
É um romance, leve, mas quase daquelas histórias clássicas que nos deixam sonhar um bocadinho e esta deixou-me. Porque ainda vale a pena acreditar no amor e na magia da vida por muito inevitável que ela seja.

6 comentários:

  1. Romance...

    Meu Deus, por que não desistem disso?

    Por que não desistimos disso?

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  2. Porque não se desiste do que vale a pena. :)

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  3. Vale a pena o romance? Vale mesmo?

    Só pergunto porque... sei lá! Tu tens a certeza que sim. Todos dizem que sim. Quase tudo o que se faz tem a ver com isso. Que raio, tem dias que fico farta só de ouvi falar disso... Chatice ter de assistir aos 'romances' dos outros...

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  4. Vale. Não o romance em si mas a intimidade entre duas pessoas mesmo não estando juntas fisicamente.

    Vale o romance, o amor, a paixão e tudo isso por outra pessoa (e não estou aqui a referir familia ou amigos porque essas valem muito também mas não é do que estamos aqui falar).

    Vale abrir as portas de nós a outros mas é preciso abrir, é preciso estar disposto a isso. Porque uns dias faz sofrer mas na maioria faz-te ser feliz e ver a vida de outro prisma.

    Mas tens de estar aberta a isso e a tudo o que isso implica, precisas de estar disposta a tirar os pés do chão por alguns momentos e a deixar-te ir.

    Mas vale a pena. Oh, se vale!

    E se não te deres licença para o viver, o romance dos outros vai ser sempre uma chatice incompreensível aos teus olhos.

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  5. Não sei o que se passa!

    O que é que me deu para agora andar a implicar com os românticos!?

    No fundo, mesmo lá no fundo, devo ter sido 'queimada'...

    Diz a canção do grupo pop Savage Garden:

    I'm gunning down romance,
    it never did a thing for me,
    but heartache and misery,
    it ain't nothing but a tragedy.

    (Meu Deus, ando tão lamechas... Fico náuseada só de me reler.)

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  6. Sinto-te pouco crente e muito lamechas sem dúvida. Que se passa contigo não sei mas já te animavas e vias a vida como ela é: simples, calma e descontraida.

    Let it be que tudo vai correr bem e chegar onde deve.

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