quinta-feira, 29 de julho de 2010

And it is Thriller, Thriller night...

Sábado à noite. Uma noite particularmente fria depois de um dia em que o calor nos queimava a pele. Esperava-nos uma pequena televisão na penumbra de uma pequena sala e três filmes. Tinhamos de os ver, era o que estava combinado. Era aquela A noite, nada de quês ou porquês nem dúvidas de última hora. Não, era tempo de avançar sem medo para o que aquela noite nos reservada. As luzes apagadas e apenas o pequeno ecrã iluminava a sala como uma vela prestes a apagar-se. Era tempo de começar a noite de...
...parvoíce. Pois, não era para ser. Mas foi. supostamente a noite era de pânico com filmes de terror que nos impossibilitariam de ir para casa sossegadas e nos iriam fazer adormecer agarradas umas às outras com medo do mínimo chiar da mobília. Mas não. Deu mesmo foi para rir às gargalhadas. Salvou-se o último e mesmo assim a classificação de terror é discutivel.
Filmes da noite:
Abrimos a sessão com Jeepers Creepers. Um filme com uns aninhos cuja história já começa a ser clássica: dois irmãos a tentar voltar para casa veêm um estranho deitar algo que lhes parece ser um lençol ensanguentado por um cano abaixo. Estúpidos, como todos os miudos nos filmes de terror acham que é boa ideia voltar para trás para ver se dentro do lençol existe uma pessoa e se, por milagre, essa pessoa está viva. E milagre: não é que está? Quer dizer aguentou-se ali, rés-vés campo de ourique até o rapaz entrar pleno cano dentro para descobrir uma autêntica casa de horrores: corpos (são bonecos e nem disfarçam) todos cosidos uns aos outros enfeitam as paredes daquela gruta.
Ficamos pela frase da noite: Fuck you, lady! e seguimos para o próximo que este deu mais do que tinha para dar (o que só por si era pouquissimo).
Seguimos com o Mensageiro dos Espiritos (ou o Espirito Mau pela lógica da OffTimeGirl) e levamos com outra banhada de fazer inveja às chuvas de Inverno. O filme é mais do que é mau: é péssimo e completamente inacreditável. Dei por mim a pensar, várias vezes, se aquilo não estava próximo de acabar. Clichés atrás de clichés, história sem pés nem cabeça e um sem fim de ataques a um tipo de filmes que se começa mais a parecer com uma comédia sádica do que com terror. Acho que se tivessemos pontuação no blogue este filme nem direito a ela tinha. Salvam-se ao pipocas com açúcar e canela.
Ora continuando nesta viagem magnifica chegamos ao destino final que, talvez devido à qualidade das anteriores paragens, nos tenha parecido um género de paraiso dos filmes de terror: O orfanato. Filme espanhol que se passa num orfanato, envolve espiritos e mexe com emoções fortes. Um filme inesperado e revoltante que nos faz ficar mais a pensar na vida real do que nos possiveis espiritos que possam existir e que rondavam o filme. Não é brilhante mas é um bom filme com um óptimo twist no final e que mexe com as nossas emoções. A ver, sem dúvida. Não há necessidade de repetir mas a ver pelo menos uma vez.
Fica para mais tarde a foto e mais noites assim temáticas mas que sejam melhorzitas (em qualidade de filme) do que esta. Em ambiente pode continuar exactamente assim.
See you soon. :)

Um comentário:

  1. Oh minha amiga,

    Às vezes, com boa vontade, os «clichés» são «clássicos».

    E... a qualidade, para aspirantes a algo MAIOR (como nós), não passa de uma sinuosa e bizarra montanha de experiências e ideias fabricadas.

    Muito do terror que se pratica, requer uma mente (muito) aberta. IMAGINAÇÃO. O sarilho é que a idade adulta tende a estreitar a mente, o espírito, os sentidos e outras coisas que...

    Mas, bem visto, o problema nem sequer são os temas. Monstros, espíritos, psicopatas... Tudo pode ser aceitável. O REAL problema é criar aquele argumento minimamente credível e incapaz de insultar a inteligência média.

    O outro problema é conseguir a atmosfera ideal para visionar a película.

    O TERROR é provavelmente a categoria mais problemática do cinema...

    ResponderExcluir