John Steinbeck descreve o ser humano de uma forma impressionante. Leva-nos ao fundo das nossas emoções e do que o ser humano é capaz. Pelas linhas que ele escreve somos despidos e expostos em praça pública sem quês ou porquês e, temos de admitir, não é tarefa fácil expôr um ser humano assim tendo em conta que nos acabamos a expor a nós próprios também.
Mas Steinbeck consegue. E consegue fazer-nos entrar na vida daquele personagem, de entrar na pele de Ethan, que conseguiu falir a sua empresa ficando apenas como caixeiro da mesma, e sermos invadidos pelo turbilhão de pensamentos que o atormentam e ideias que lhe surgem.
O que é um homem que deixa os seus valores para trás? Até que ponto se é honesto? O que pesa mais: a honestidade ou o dinheiro? É possível ter os dois ou somos sempre obrigados a fazer uma escolha? Seremos todos assim? Já tudo é permitido pelo bem do que parece aos outros?
Em que ponto nos deixamos a nós próprios e as nossas convicções de lado e nos tornamos naquilo que os outros querem para nós e no qual nos fazem encontrar?
"O Inverno do nosso descontentamento" é uma aprendizagem sobre o ser humano, sobre a honestidade. Um retrato nu e, talvez um pouco cruel, daquilo que o ser humano é. Ou pelo menos é capaz de ser. Num mundo cada vez mais dominado pelo dinheiro e sede de poder é de ler, reler e rever as nossas prioridade.
Mas Steinbeck consegue. E consegue fazer-nos entrar na vida daquele personagem, de entrar na pele de Ethan, que conseguiu falir a sua empresa ficando apenas como caixeiro da mesma, e sermos invadidos pelo turbilhão de pensamentos que o atormentam e ideias que lhe surgem.
O que é um homem que deixa os seus valores para trás? Até que ponto se é honesto? O que pesa mais: a honestidade ou o dinheiro? É possível ter os dois ou somos sempre obrigados a fazer uma escolha? Seremos todos assim? Já tudo é permitido pelo bem do que parece aos outros?
Em que ponto nos deixamos a nós próprios e as nossas convicções de lado e nos tornamos naquilo que os outros querem para nós e no qual nos fazem encontrar?
"O Inverno do nosso descontentamento" é uma aprendizagem sobre o ser humano, sobre a honestidade. Um retrato nu e, talvez um pouco cruel, daquilo que o ser humano é. Ou pelo menos é capaz de ser. Num mundo cada vez mais dominado pelo dinheiro e sede de poder é de ler, reler e rever as nossas prioridade.
Sabes, gastei uns minutos a pensar em honestidade depois de ler o teu post. Suponho que ser honesto deve ser uma forma qualquer de ser verdadeiro, para lá de não enganar. Suponho que seja complexo ser honesto. Tanto mais quanto mais pensamos sobre isso.
ResponderExcluirAcho que, tal como é descrito no livro, o pior é largarmos a nossa honestidade com a justificação de que é o que toda a sociedade faz. Quando nos enganamos a nós próprios e somos algo que não tem nada a ver conosco é inevitável que nos acabamos por perder no caminho.
ResponderExcluirE há perdas que não têm volta.
De qualquer forma, como sabes que estás a ser honesto?
ResponderExcluirComo sabes que não te estás a enganar a ti própio?
Todos nós temos valores, objectivos, formas de encarar a vida. Para mim ser honesto em relação a nós próprios e sabermos bem quais sao todos esses valores e esses objectivos e vivermos de acordo com eles.
ResponderExcluirPelo menos para mim mas posso ser ingénua.
Se persisto nesta história é porque acho importante que entendas algumas complexidades da questão.
ResponderExcluirExistem pessoas, creio, particularmente esquisitas que, ao olharem para aquilo que são e ao divagarem sobre como querem viver a sua vida, ficam encadeadas pela densidade da dúvida que as envolve.
Existem pessoas, creio, cujos objectos jamais aparecem como uma lista perfeitamente deliniada e facilmente legível.
Existem pessoas, creio, que na crueza imediata da vida real suspeitam da validade daqueles valores ancestrais e, sem querer, relativizam.
Às tantas, ser honesto é um «lugar estranho», um golpe de sorte.