domingo, 15 de agosto de 2010

Thank you, NY



América, meus amigos, existe. Eu estive lá. [Risos] Se soubessem as palavras que já percorri até chegar a este momento. [Risos] Agora, tenho tantos ‘berloques’ no meu cérebro que mal consigo separá-los em ideias simples e agradáveis.

No comboio, a minutos de NY, eu estava a partilhar o mp3 com o cinéfilo 1. Freneticamente, quando surgiram no horizonte os primeiros esboços daquilo que poderiam ser arranha-céus, mergulhámos na procura da banda sonora perfeita. Deveria ter suspeitado que seria inútil. O mp3 do cinéfilo 1 tem uma selecção musical com limitações óbvias. De qualquer modo, só se chega a NY pela primeira vez uma vez! Exige-se tentar que seja perfeito.

Antes do pânico, quando NY era uma miragem e nós nos entretínhamos com a América real, ele permitiu-me um capricho: ‘I dreamed a dream’, do musical ‘Les Miserables’. Demasiado nostálgico e depressivo. Sem dúvida. Mas seguramente necessário. Agora sei que dá para sentir saudades daquilo que nunca senti. Toda aquela América medíocre antes da grande cidade, não sei, tinha a ver comigo…

«I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living»


(http://www.youtube.com/watch?v=Yt-IBJpEMzA)

Depois chegou a cidade, lá ao fundo, e ficámos possuídos. Era impossível tirar os olhos do horizonte. Não que fosse ‘belo’ aquilo que observávamos. A expressão ‘belo’ não se enquadra de todo! Mas aquilo significa tantas coisas que não se dizem, sobretudo para pseudo-cinéfilos como nós, que isso por si deturpava qualquer análise paisagística competente e justificava o exagero do deslumbre. Entretanto, na busca da banda sonora perfeita, parámos em ‘Fuck you’, de Lily Allen, uma canção cheia de espírito…

«Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch»


(http://www.youtube.com/watch?v=9hyrQzhU08w)

NY estava perto. Já não parecia impossível colocar-lhe as mãos em cima. O tempo esgotava-se rapidamente e o «som» que procurávamos não existia (pelo menos no mp3 do cinéfilo 1). Disse-lhe que não podia acreditar que ele não tivesse trazido ‘New-York’, de Alicia Keys. Nem me respondeu. De qualquer modo, tenho certeza que nenhum de nós fazia ideia qual era a canção ideal.

«concrete jungle where dreams are made of»
«there´s nothing you can’t do»
«Now you’re in New York»


(http://www.youtube.com/watch?v=T4XEBNYiIws)

Quando já não importava, ‘Bad things’, de Jace Everett (o genérico da série americana ‘True Blood’), ecoou-nos no cérebro e ficámos por aí… Explicava muita coisa, a letra! [Risos] 'You', claro, é a cidade de NY!

«When 'you' came in the air went out.
And every shadow filled up with doubt.
I don't know who 'you' think you are,
But before the night is through,
I wanna do bad things with 'you'.»


(http://www.youtube.com/watch?v=gob3qJCaWiA&feature=related)

2 comentários:

  1. "Empire State of Mind" é indespensável. A música tem uma força incontornável e é um verdadeiro hino à cidade.

    NY não conheço, não fui...ainda. :) Mas deve ser fascinante. Conta mais... :)

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  2. O teu comentário fez-me notar que, da maneira como escrevi no meu texto, pode parecer que a canção da Alicia Keys se chama New-York...

    Na verdade, era o que eu achava até começar a vasculhar na 'net' para escrever este 'post' e reparar no verdadeiro nome:

    «Empire State of Mind»,

    ESTADO DE ESPÍRITO IMPERIAL

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