
«Vou escrever um post sobre o que me vai na alma», disse eu à Pikinina, que foi agora mesmo tomar banho. Vai-me na alma coisas estranhas. Na alma, imaginem, na alma! Como se ao ponto a que cheguei, escrever ‘alma’ tivesse algum significado.
Não interessa, tenho ideias e coisas ‘aqui’. Por exemplo, no outro dia fui à Baixa comprar roupa (coisa que faço de década em década) e a primeira coisa que quis realmente comprar foi uma camisola temática do filme ‘The Nigthmare Before Christmas’ (de Tim Burton) e a segunda foi uma camisola preta com uma caveira e a frase ‘forever is a long time’. Não comprei nenhuma das peças, no entanto, desde esse dia, tem-me ocorrido (com maior frequência do que é habitual) que deveria comprar o que me apetece. E vestir o que me apetece. Só para ver se resulta.
Pronto, mas o que se entranhou mesmo na alma esta semana foi aquela sensação de absurdo que seguiu ao visionamento do filme ‘Mulholland Dr.’ (2001), de David Lynch. Foi tão visceral o pânico de não entender, que tive de procurar teorias na rede. É um thriller psicológico neo-noir! Que raio é um thriller psicológico neo-noir?! À distância de duas noites e um ‘Gru - o Maldisposto’, quer-me parecer que eles têm razão, pelo menos, em relação a uma coisa: Há um sonho e um pesadelo, ambos explícitos no filme. Agora, qual deles é real? E que importa? Por que é que tem de fazer sentido? Por que não aceito este desprezo pela lógica? Que alívio seria aceitar simplesmente que não sei... não entendo!
Eu queria compra uma t-shirt do nightmare before christmas, só não comprei porque aquilo perde a graça toda depois da primeira lavagem. Eu visto essas coisas e t-shirts com bonecos e flores no cabelo e não me preocupo muito com o que os outros pensam. Aliás os outros encontram sempre qualquer coisa para criticar por isso mais vale ser eu mesma e pronto.
ResponderExcluir