domingo, 3 de outubro de 2010

O quebrar do que a mulher deve ser

Devemos ser perfeitas. Boas esposas, fihas, mães e mulheres respetáveis. Devemos deixar de lado os hidratos de carbono e pedir a salada. Uns Loubontim e umas quantas peças de designer nunca são a mais no roupeiro.


Somos esposas dedicadas com uma vida devota à família capazes de sacrificar a tão aclamada felicidade em troca de uma suposta felicidade a dois. Trabalhadoras sem falhas, dignas de prémios e louvores.


Ou podemos tentar simplesmente ser o que somos, aquilo que o nosso interior diz que queremos ser. Podemos quebrar com todas as regras, deixar que olhem para nós quando dizemos que o nosso caminho é diferente do normal e que deixamos tudo em busca de algo que nem sabemos bem o que é.


Na busca por nós mesmas acabamos por descobrir a nossa vida da forma que esta deve ser.


Liz: I'm sick of people telling me that I need a man.
Felipe: You don't need a man, Liz. You need a champion.


O blockbuster de Setembro aguardado por uma legião de curiosos como se pode ver pelas filmes à porta das bilheteiras. Um filme que toca em todas nós, naquilo com que somos confrontadas todos os dias (sermos perfeitas, magras, casadas, com uma casa com a vedação branca e trabalhadoras empenhadas). Uma mensagem a reter por todas nós para nos levar à descoberta do mais importante em todas nós: a capacidade de nos amarmos a nós próprias.



"Eat Pray Love - Comer Orar Amar" (2010)
Realizador: Ryan Murphy
Baseado na obra (e vida real) de Elizabeth Gilbert


A ver por todos mas principalmente pelas mulheres que duvidam delas próprias e que têm medo de perder a vida ao tentarem se encontrar. Uma forma de mudar o rumo da vida que é imposta pela sociedade procurando a vida que realmente queremos.


See you soon. :)

4 comentários:

  1. Vou ver. Só não sei quando, onde e com quem.

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  2. Vê. É giro.

    Eu gostei, lembra-me muito daquilo que defendo: as mulheres devem arranjar-se para si, devem gostar do que está no espelho e devem ser felizes por si. Sem procurar outro para que possam chegar à tão utópica felicidade.

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  3. Eu não tenho teorias sobre como uma mulher deve ser. Reconheço as diferenças e ideias padrão que motivam discussões entre sexos, mas nunca nada disso foi motivo de grande pensamento da minha parte. A confusão é sobretudo cultural. Pré-conceitos sociológicos que se nos impõem. Às tantas já não sabemos se tem mesmo de ser assim ou se podia ser diferente. É isto que é ser mulher? Ou é outra coisa qualquer?

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  4. Já vi.

    Ora bem:

    Filme 'new age'. Baseado num livro que nunca vou ler.

    Pareceu-me francamente fraco em quase todos os parâmetros possíveis, até no conteúdo (sobretudo no conteúdo). Nenhuma das teorias me pareceu realmente inovadora. Algumas ideias são puro bom senso. Outras são variantes de um 'new age' que já fez sentido e agora nada me diz.

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