sábado, 27 de novembro de 2010

Os clássicos do cinema - A Múmia

Pois é, OffTimeGirl, aqui vai.

Para muitos, os clássicos do cinema são aqueles filmes a preto e branco, com actores que já morreram, e que segundo os entendidos (leia-se OffTimeGirl)são fantásticos em termos de realização e argumento. Daqueles que já não há.

Mas não para mim. Os meus clássicos do cinema são os filmes que cresceram comigo, aqueles que eu fui vendo, e revendo e vendo outra vez enquanto davam na televisão a uma qualquer tarde de fim de semana (ou noite, nos canais da TV cabo). E nenhum outro filme entra nessa categoria tão bem como A MÚMIA, de 1999.

É verdade. A Múmia, contando com as suas duas sequelas, foi um filme que honestamente já devo ter apanhado a dar na TV mais de 100 vezes. Obviamente não o vi de todas as vezes, mas algumas já vi de certeza.
É bastante comum estar a ver televisão lá em casa e ouvir-se a frase "Está a dar A Múmia outra vez!". Já toda a gente se ri quando ouve isto.

Apesar das opiniões em geral, até não acho que seja assim tão mau. Mas sou suspeita na minha opinião.

A minha personhagem preferida, decididamente John Hannah, no papel de Jonathan Carnahan, irmão da Ivy. Aquela tendência que ele tem para fazer os disparates mais disparatados (desculpem a redundância)é fantástica. O ar que ele faz de idiota encaixa-se perfeitamente no personagem.

As sequelas não têm tanta qualidade como o original. O beijo do Brendan Fraser à Rachel Weisz entre as grades da prisão é engraçado. E aquela parte em que o dono da prisão é comido vivo pelo escorpião e vai a correr contra uma parede? :)

E já agora, prefiro a Rachel Weisz à Maria Bello. Quer dizer, não tem comparação possível.

Algumas curiosidades:
- As sequelas são "O regresso da Múmia", de 2001 e "A Múmia: o túmulo do Imperador Dragão" de 2008.
- A banda sonora do primeiro filme foi composta por Jerry Goldsmith, com orquestração de Alexander Courage, a do segundo por Alan Silvestri e a do terceiro por Randy Edelman.
- Os dois primeiros filmes dão realizados por Stephen Sommers, e o último por Rob Cohen.
- Descobri que existe um livro de 1827 escreto por Jane C. Loudon e outro de 1989 da Anne Rice, uma peça de teatro de 1833 e três outros filmes da Múmia, de 1932, 1959 e 1969, sendo o último Egípcio. Parece que não é assim tão original quanto isso...

Aqui ficam algumas imagens.




Vou começar a pensar no próximo clássico!

Já agora, o blog estã muito mais misterioso com este novo layout :)

Um comentário:

  1. Ora bem, é um dos post mais queridos que tive oportunidade de ler neste sítio só nosso. Soou-me mais genuíno que nunca. E, de resto, senti-o, em parte, como meu. É que o cinema também é entretenimento. (Agora, estou a rir-me.) Pode seguramente ser criticado com severidade, naquele perspectiva fria dos peritos da estética (da arte). Mas há coisas do cinema ligeiro cujo valor emocional é incalculável.

    Também já revi 'A Múmia' inúmeras vezes. Por culpa que ser persistente passada nos canais generalistas. Também guardo este filme como um clássico (um cromo) do passado recente. É uma aventura simples, linear, com uma leveza terapêutica. Faz parte daquele punhado de filmes que continuam a ser partilhados de forma familiar, de forma nauseante. Eternamente nos queixamos, «mais uma vez», mas nunca resistimos.

    É que, como alguém deve ter dito, cinema também é entretenimento e outras coisas pouco racionais.

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