sábado, 20 de novembro de 2010

Um ano



Há um ano foi publicado o primeiro post neste blog. 20 de Novembro de 2009. Não sei porquê. Achava que precisava de ser igual a toda a gente. Misturar-me, vá lá. Bem pensado, mas inoportuno. Devia ter apostado no Facebook. No entanto, longe de mim alguma perspectiva. Não descolo deste retardamento. Em todo o caso, quero agradecer ao ‘berloque’ por me ajudar a banalizar o meu próprio pensamento. Se dantes eu achava que tinha ideias muito boas e escrevia crónicas extraordinárias na minha cabeça, agora releio os posts e vejo que são tão bons como outra treta qualquer. Isto tem feito imenso pela minha normalização. Também me sinto grata pelas camaradas de blog. Dá a sensação de que não estou totalmente sozinha. É bom. E lamento o facto de buscar a proximidade sempre da forma mais imbecil, sobretudo quando uso a palavra ‘amizade’ com as aspas correspondentes.

Mas não posso deixar de ser previsível. Sou eu, afinal. Com o atraso de umas horas, trago ao ‘berloque’ um filme que poderá muito bem ser o filme da minha vida (vamos ver o que a vida dá). ‘Mary and Max’ (de Adam Elliot). Nomeá-lo aqui é banalizá-lo, mas é também torná-lo real. É disso que eu preciso. Visionar este filme foi levar longe demais a busca da amizade. Falar dele é ficar nua. Compreendo ‘Mary and Max’ como nunca compreendi nada. Ponto final. De resto, gostava muito que guardassem hora e meia de vida para este filme. Esta sugestão é o meu presente por este ano de banalidades. Parabéns.


‘The reason I forgive you is because you are not perfect.’
[from 'Mary and Max']

Um comentário:

  1. Tenho a dizer que gosto muito muito deste blogue. Gosto ainda mais de o partilhar com vocês

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