segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

É sobre o Natal


Não sabia bem se queria escrever este post. Agora quase que sei que sim. É sobre o Natal.

O meu colega do costume publicou, há uns tempos, um comentário no seu perfil do Facebook que dizia, em Inglês, que o Natal está sobrevalorizado. Mesmo contando com as razões pessoais que o levaram a dizê-lo, não consigo concordar de maneira nenhuma.

Cada um terá as suas experiências, maravilhosas ou deprimentes, deste tempo, mas quer-me parecer que ninguém fica verdadeiramente indiferente. Também é verdade que é preciso andar muito distraído para resistir aos sinais externos óbvios. O mais certo é ficar encadeado com o balofo aparato festivo. Sim, admito que há uma pressão infernal para transformar o Natal no dia perfeito. [Pressão cinematográfica, também!] E que isto pode irritar alguns párias do destino e instigar o seu lado profundamente infeliz.

Apesar de tudo, meus amigos, o Natal importa sempre. A razão porque, mesmo hipocritamente irritados, continuamos a dar-lhe valor, parece-me ser somente uma: o mito! O Natal vale por aquilo que representa, está claro, não por aquilo que é. Aguenta-se, não pela realidade da decepção em que, muitas vezes, se transforma, mas pelo sonho do que poderia ser. O Natal está tão sobrevalorizado, como qualquer outra utopia. Mas para alguns incorrigíveis, nenhuma utopia estará alguma vez sobrevalorizada.

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