quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

They don't really care about us

A acção estática, centrada no mesmo personagem e no mesmo sítio. Estava tudo resumido ao tamanho de um caixão e um actor lá dentro. Tinha tudo para ser filme pastilha elástica (que anda ali a mastigar e a mastigar). Mas não, deu a volta por cima de uma maneira estonteante. A acção, os silêncios, os planos pretos, a iluminação...tudo faz sentido que aconteça ali e tudo dá uma intensidade surpreendente ao filme.

Se Ryan Reynolds é, maioritariamente, conhecido pelas comédias românticas e os seus dois palmos de cara associa a isso tudo uma interpretação brilhante no papel de um homem comum atirado para o Iraque à procura de melhores condições e que se vê metido numa embrulhada que ele não criou.

Ao longo dos 95 minutos de filme o personagem oscila por tudo os estados de espírito possíveis: desde do desespero até à euforia (por muito inacreditável que pareça) e todos os twists que ocorrem no filme ocorrem naturalmente. Tem falhas menores que são perceptíveis porque a filmagem é focada no actor mas nada que tire valor ao filme. Vive muito da claustrofobia, da falta de oxigénio, daquilo que pode ser estar na mão de quem não se importa com a nossa vida (e não me estou a referir só aos raptores).

É um filme de suspense e thriller com uma intensidade assustadora. Confesso que me entreguei ao filme e sofri com o personagem, cheguei a emocionar-me no segundo vídeo que ele filma e no fim fiquei com o coração nas mãos.




A ver:
"Buried" (2010)
Realizador: Rodrigo Cortés
Ryan Reynolds no papel do camionista Paul Conroy


See you soon. :)

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