sábado, 5 de dezembro de 2009

Avenida das Forças Armadas

Para terminar definitivamente com o tema "Lua Nova".

Devem estar a estranhar o título do post. Tal como a Celine fez durante anos, achei boa ideia começar a deslocar-me a pé para a faculdade, não só porque faz bem à saúde, mas também porque evita de andar metida dentro de um autocarro da Carris cheia de pessoas com potêncial Gripe A :) É particularmente desagradável quando se metem a tossir, espirrar, ou outras coisas ainda piores sem usarem um lenço. Será que ainda não ouviram o que tem sido repetido vezes e vezes sem conta nos telejornais, jornais, revistas e demais meios de informação? Enfim...

Mas não é isto que me leva a escrever. A avenida das Forças Armadas é um bom exemplo do que se passa em toda a cidade de Lisboa. À hora de ponta, é um caus completo. Carros a apitar, toda a gente a querer meter-se no buraquinho que vai fazer com que consigam passar o sinal vermelho e depois fiquem a entupir a estrada e os carros que deviam passar no outro sentido não o conseguem fazer... E tudo vai piorando. Em ambos os sentidos. Como se custuma dizer em relação aos saltos altos, é literalmente um acidente à espera de acontecer. E é coisa bastante frequente.

Mas lá vai a Pikinina no seu passo apressado, a observar as outras pessoas que passam em passo igualmente apressado. Isto foi uma das coisas que mais me estranhou quando fui para a capital estudar. Ninguém diz bom dia, nem sequer sorri quando passa por alguém. Aqui na terrinha, é má educação não o fazer... Pior do que isso, as pessoas são egoistas. Os ditos autocarros têm uns bancos vermelhos, que são proiritários para os grupos da praxe. E as pessoas que lá estão sentadas, quando vem alguém que realmente precisa de lugar fazem cara feia e só se levantam se se pedir directamente. Fora isso, fazem de conta que não vêm.

Outra coisa que se repara quando se vai na rua é que as pessoas não conversam. Ou melhor, conversam, mas por telefone ou mensagens. Eu não converso por falta de companhia, não tenho quem vá para os meus lados, mas levo religiosamente o meu mp3. Aliás, se há acessório electrónico sem o qual eu não consigo viver é esse. O que ouço, bem, depende do meu estado de espírito. Vai desde Linking Park, banda sonora da série Ossos (para quem não conhece e gosta de música soft aconselho vivamente), algumas músicas da banda sonora da série True Blood (o genérico então é delicioso), Xutos, algumas músicas soltas de Metallica, GreenDay, Mafalda Veiga, Lúcia Moniz, Jonh Mayer (Love song for no one), Queen (of couser) entre muitas outras. E estas são as que ouço nas viagens.
Tenho todo um grupo à parte de música que ouço para trabalhar. E dessas, as únicas que merecem destaque são a banda sonora original dos três filmes dos Piratas das Caraíbas, que geralmente fica em repeat até enjoar, e um conjunto de cd's de Eddie Daniels que me aconselharam e que é delicioso e se ouvir.

Bem, as autoras deste blog vão ter uma noite atarefada, já que somos todas muito prendadas, mas depois alguém virá escrever sobre isso.

Tenho dito :)

3 comentários:

  1. Ai que saudades dos tempos de faculdade e da Av. das Forças Armadas. Quantas vezes não a subi carregadíssima com portátil, livros e mala mas sempre, sempre de MP3 nos ouvidos? Para mim a vida real devia ter banda sonora como nos filmes (hei-de falar sobre isso um dia destes... :)).

    Mas na capital sempre senti falta da boa educação: não há bom-dia, nem obrigada e desculpa é mentira. Por tudo isso gostei de ir trabalhar para uma cidade pequena: não se ouvem apitos, não se vive a 100 à hora e há sempre tempo para um café descontraído e um boa tarde a quem passa por nós.

    Mas a Av. das Forças Armadas será sempre um pouco minha. :)

    Ah, a história do New Moon já tinha terminado à muito estava apenas a meter-me com a OffTimeGirl. Seria capaz de me chatear com qualquer uma de vocês, muito menos por causa de críticas cinematográficas. ;)

    Até já. :)

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  2. A 'cidade' é indiferente e não pergunta como estás! Talvez... Mas, para mim, a indiferença da 'cidade' não é assim tão diferente do penetrante olhar da 'aldeia', que finge que te conhece. (Do you know what I mean!?)

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  3. A indiferença não é o problema mas sim a falta de educação. Na cidade ninguém te pede desculpa por te bater, mesmo que seja sem querer, e se alguém cair ou mais certo é demorar uns minutos até alguém ajudar.

    A cidade tem uma oportunidade cultural que me fascina tal como sinto falta de poder sair à hora que bem me apetece sem estar dependente de um carro porque há sempre transporte mas a cidade é fria. E não me enche as medidas nem me faz suspirar por ela. É linda, tem imenso por descobrir e gosto muito de passear a pé por lá mas não gosto de viver a mil.

    Talvez eu não seja mais do que uma menina da aldeia que de vez em quando gosta de por os saltos altos da mãe. Talvez, mas gosto de ser assim.

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