quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

The Twilight Saga (by me)


Já não é novidade que ontem o pessoal reuniu-se para uma sessão de cinema em grupo. Era algo que estava programado há algum tempo. Proposta de Celine, se bem me lembro. Eu transportei a adolescência no banco de trás do carro. Literalmente. E diverti-me. Entretanto, algumas colegas de blog anteciparam-se na crítica ao filme do momento – ‘The Twilight Saga: New Moon’, de Chris Weitz. (Malvadas!) Mas sei que existe grande frenesim para saber a minha opinião genial, pelo que não vou fazer ninguém esperar mais.

Se eu quisesse ser séria, racional e cínica, diria que é um filme mediano, em certos momentos medíocre, com uma história elementar, lamechas e irritante. Na verdade, parece-me que esta será a opinião de muita gente crescida e coerente. Aposto alto nisso!


Se eu quisesse ser séria, racional e cínica… mas não quero! Melhor, não posso!


Há um ano, desconhecendo totalmente o conteúdo de ‘Twilight’, vi o filme (realizado por Catherine Hardwicke) nos cinemas do Campo Pequeno, acompanhada pelo cinéfilo 1 e a Pikinina. Os meus companheiros estavam expectantes. Eu nem por isso. O meu amigo cinéfilo já conhecia os livros. Lembro-me bem que ele achava que a história tinha muito potencial desaproveitado em enredos amorosos infantis. Disse-mo mais do que uma vez e eu acreditei nele. Acontece que o filme apanhou-me de surpresa. O monólogo inicial fez mossa e, sem querer, deixei-me afectar.


I’d never given much thought to how I would die.
But dying in the place of someone I love,
seem like a good way to go.


Que coisa! Há anos que não me deixava perturbar por uma história de amor... Sim, porque afinal é disso que se trata. Tem vampiros e lobisomens, mas é só para enganar os mais ingénuos. É uma história de amor! Não que eu saiba bem o que isso quer dizer – Amor. No entanto, o pessoal cresce a acreditar que o amor romântico é uma coisa mesmo extraordinária e, de uma forma ou de outra, passa os dias à espera de ser arrebatado. Claro que, mais tarde ou mais cedo, deixarmo-nos de parvoíces…

Enfim, fui apanhada por uma história de amor, acontece! De qualquer modo, acho que a forma intensa e, diria, um pouco alternativa como a história foi aplicada ao grande ecrã, também ajudou a tornar este filme especial.

Em relação ao segundo filme, ‘New Moon’, as premissas eram bem diferentes. Cometi o erro de ler o livro (‘New Moon’, de Stephenie Meyer)! (É impossível que um filme, por melhor que a adaptação seja, faça justiça ao livro no qual se baseia. Isto é uma verdade absoluta para mim.) Assim, eu sabia que me habilitava a sair da sala de cinema com uma sensação de decepção. E saí. (Pena.) O estado de espírito com que fui ver este filme também era diferente. Estávamos todas demasiado irrequietas e estive muito mais desatenta do que me é costume. Tal circuntância não beneficiou a minha apreciação final (eminentemente negativa). Cinema de grupo tem o seu preço!


De qualquer modo, estou convencida que esta adaptação tinha qualidade inferior à do primeiro. Óbvio que é uma opinião altamente discutível! (E muito pessoal.) ‘New Moon’ tem mais estilo 'Hollywood' e menos toque alternativo. Nota-se que é feito para as ‘grandes massas’. O outro não. O outro foi uma espécie de engano… Um engano delicioso!

4 comentários:

  1. Já era tempo de alguém comentar além de mim. :)

    Não compares o primeiro com este que o primeiro ganha aos pontos porque foi alternativo. Era um filme para ser um sucesso de bilheteira com uma filmagens independente e intenso como eu disse no post. Este não, mas eu assumo que gostei e acredito que muito por causa de irmos todos juntos (aquilo que para ti não é assim tão bom, anti social :). Mas gostei e quero ver o terceiro, pode ser que aí perceba porque é que gosto tanto deste filme que fica muito aquém de um grande filme ou coisa que o valha.
    Há coisas que não se percebe mesmo ;)Gostei, gostei e gostei!!!! :P

    Beijinhos

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  2. Só agora vi o teu comentário ao meu post. Foi muito bom mas, como disse no comment anterior, está relacionado com o próprio ambiente de estarmos todos juntos (aquilo que não gostaste). Não é nenhuma obra-prima, não traz nada de novo e não chega aos calcanhares do primeiro mas gostei. E voltava a ver com o pessoal todo. Gostei, porque para mim o cinema não é o terreno sagrado que é para ti. Trazia a realização do antigo mas gostei. Shame on me!!!

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  3. Saudações aqui do norte. Mando este comentário directamente do computador da Residêncial Paulista, em plena avenida dos aliados:
    Miúda,adorei o facto de teres percebido que ir ao cinema, para mim, é mais ou menos como ir à missa, para um católico. Mas, atenção, também não sou assim uma nazi do cinema. Sabes que o cinema é a forma de arte mais completa. Dá para todos os estilos. Solo. A dois. Grupo.
    Eu estava a provocar-te. Percebo que gostar de um filme pode ser algo muito pessoal. E respeito, claro.

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  4. No norte? Mas tu não paras quieta miúda?? Vê lá se os cinemas por aí são bons mas vê lá quem levas não vá a pessoa ter uma opinião diferente da tua ou não parar quieta durante o filme. ;) Juizinho...

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