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Eu até gosto de filmes pós-apocalípticos. Colocam o Ser Humano naquele limiar rude de sobrevivência onde estar vivo é um golpe de sorte. Consigo sentir a precariedade animalesca da existência humana, que é objectivamente real, mesmo quando o apocalipse está longe e se esconde atrás das rotinas de uma sociedade civilizada. Os clichés de heroísmo confortam mais do que irritam. São como âncoras.
Disse isto para deixar claro que a razão porque me apetece ser negativamente crítica com o filme de Albert e Allen Hughes, ‘The Book of Eli’, não tem a ver com o tipo de história (que, na verdade, me parece ter potencial), mas com a forma como foi contada e (não) explorada, com a forma como não conseguiu ser tão surpreendente e intensa como, por momentos, ameaçou. Basicamente, por passar ao lado de algo muito bom e, no final de contas, ser apenas mais um filme pós-apocalíptico (com efeitos especiais em slow motion).
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