segunda-feira, 29 de março de 2010

‘Tudo pode dar certo’ ou ‘Tanto faz’

Woody expõe-se de uma forma incrível nos filmes que faz. Gosto disso nele. Por vezes, parece que tem alguma coisa a provar. Provavelmente, nunca perdoou os críticos que outrora o esborracharam, devido a opções pessoais. Assinalável é o facto de ter utilizado sempre uma ironia refinada, demonstrando um entendimento cruel, mas realista, das relações humanas.



O último de Woody, ‘Whatever Works’, que em Portugal foi traduzido como ‘Tudo pode dar certo’, numa perspectiva eminentemente optimista, provavelmente acertada (SPOILER» tendo em conta aquele final feliz «SPOILER), também não ficava mal como ‘Tanto faz’, numa perspectiva resignada e, porque não, realista. Se ‘Tudo pode dar certo’, então ‘Tanto faz’, não é?

Traduções à parte, julgo ser este o filme mais auto-biográfico de Woody, tendo em conta as suas obras mais recentes. Em ‘Tudo pode dar certo’, reconhece-se as características ímpares deste realizador e assiste-se a um espectáculo agradável, em alguns aspectos realmente original. De qualquer modo, parece-me evidente que Woody está distante do seu melhor. Claro que quando escrevo ‘melhor’, estou a pensar em ‘ Match point’, que é algo muito mais que bom!



Confesso, se eu fizesse filmes, seriam certamente semelhantes àqueles de Woody Allen, já que sou inteiramente pessimista e armada em esperta… como ele!

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