domingo, 21 de março de 2010

Fora de Controlo

O elemento fantasma deste blog, leia-se Sookie, e eu fomos ate ao cinema e chegamos atrasadas por culpa dela (como de costume). Dá nisto combinar a hora certa: é sempre uns dez minutos antes que se marca.

Acho que poucos filmes estão tão perto do título como este, Mel Gibson encarna um polícia completamente fora de controlo pela morte brutal da filha. Um assassinato frio, à porta de casa que leva o pai para um mundo completamente dominado pela dor de perder um filho assim, sem aviso, sem explicação. É isto que vemos ao longo de todo o filme: um pai que passa a viver num mundo alheio a si próprio, sem senso comum onde o que importa é fazer pagar quem matou a sua menina.

Mel Gibson fica-se por um papel que não lhe traz nada de novo com um enredo que se perde nas cenas de violência e quase demência a dominarem a tela. Com uma teoria da conspiração como pano de fundo o filme tinha muito mais por onde explorar e havia muito mais a percorrer mas ficou-se pela fúria de um polícia que quer resolver um assassinato e uma empresa que quer reduzir os danos colaterais. Uma teoria da conspiração (que ja fez render muitos filmes) e que ficou relegada para segundo plano neste.

É um filme bom para aqueles que gostam de filmes de acção ou de filmes com acção ponto. Não desgostei mas também não adorei ou fiquei a pensar no filme.

3 comentários:

  1. De acordo com uma entrevista do próprio Mel Gibson, o que o motivou no argumento foi a dimensão humana (leia-se a dor e a fúria do protagonista) e o facto de a tal 'teoria da conspiração' ser um mero adereço.

    Ele não estava interessado num thiller «político-conspirativo», mas em vingança pura e dura!

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  2. sim, isso é mais que visivel (ate eu percebi, imagina) :) Mas o filme acaba por pecar por falta de conteudo. A dor do protagonista é quase palpavel e dessa forma o Mel Gibson dá vida ao pai angustiado mas a nivel de filme o enredo perde-se.

    A nível visual digamos que a balança deste filme está completamente desiquilibrada.

    Tudo isto na minha modestia opinião.

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  3. Acabei por ver o filme em questão neste post:

    ponto 1 - não é um mau filme

    ponto 2 - até tem momentos muito bons

    ponto 3 - o melhor foi a personagem desenpenhada por Jay O. Sanders (Bill Whitehouse, o freelance que trabalha para o Estado); ele esteve fantástico

    ponto 4 - se não fossem os clichês infantis de realização, como aquela cena final, certos momentos (como aquela última reúnião com o senador) e certas frases (como aquela 'Everything is illegal in Massachusetts') poder-se-iam tornar míticos

    ponto 5 - a 'teoria da conspiração' não me parece assim tão negligenciada

    ponto 6 - também não me pareceu que a acção se tivesse apressado no final do filme; a trama adensou-se no final, como é comum

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