segunda-feira, 8 de março de 2010

Now, You are almost Alice!


Uma Alice que não sabe se o é, uma busca pelo que se é, pelo que somos realmente no meio daquilo que todos esperam de nós. O encontrar o nosso ser, a nossa vontade no meio da vontade de todos aqueles que nos rodeiam. Esta foi, para mim, uma das mensagens que passavam pelo meio do filme e uma busca comum a todos nós: quem somos nós no meio da vida que levamos? Para onde vamos, partindo de onde partimos.


Esta Alice na "Underland" é o último pedaço de chocolate do pacote, aquele quadradinho que saboreamos devagar, com calma. Um chocolate dos bons, daqueles suiços cheios de renome.


Tim Burton assina um filme que pouco tem daquilo que nos lembramos da nossa infância. a Alice cresceu, não o fizemos todos também? Mas o filme não perde por isso, muito pelo contrário. Esta é uma Alice reinventada, revisitada como tanto está na moda. Uns cenários deslumbrantes com um chapeleiro de se lhe tirar o chapéu, percebe-se o porquê de Tim Burton e Johny Deep serem sinónimo de sucesso: são duas mentes criativas únicas e dois talentos que encontram sempre forma de nos deixar de boca aberta.


Eu percebo tanto de cinema como de chinês (a perita nesta àrea é a OffTimeGirl, sem sombra de dúvida) mas tenho de dizer que este filme conseguiu superar umas expectativas que só por si já estavam muito altas.


O contra: O fenómeno Tim Burton+Johny Deep+a memorável Alice que, inevitavelmente arrastam mundos e fundos para o cinema. As sessões andam esgotadissimas.


A favor: Tudo. O prazer de se ver um filme de entretenimento que não fica atrás de qualquer outro. Personagens sem falhas e um cenário mas escuro que traz a Alice um pouco para o mundo dos adultos.


A cereja no topo do bolo: O chapeleiro e a rainha vermelha. É olhar e ver duas personagens de desenho animado em vez de dois adultos tal é a forma como eles encarnaram a personagem.


Aquela personagem tal e qual: O gato. É o mesmo da história, o mesmo sorriso, está reproduzido na perfeição.


É melhor ser amada ou temida?

5 comentários:

  1. «Off with her head!» é a frase do filme, não é?

    Eu gostei realmente daquela Raínha de Copas.

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  2. Não é só a frase, é a interpretação toda. Está perfeita. Ela e o Chapeleiro foram os que me fizeram gostar tanto daquele filme. Muito bom, embora as criticas sejam duras com esta Alice.

    Eu gostei muito da frase do título do post. É um lugar comum: quantas vezes nao achamos que somos apenas quase ou nada daquilo que realmente somos?

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  3. Não percebi, as críticas foram duras com a actriz que faz de Alice ou com todo o filme?

    Porque se se referem à actriz, aceito as críticas. Pareceu-me uma representação mediana, a km dos seus pares de contra-cena.

    Agora, se as críticas são ao filme, parecem-me injustas. Claro que não se trata de uma soberba obra de arte, mas não deixa de ser um filme apetitoso.

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  4. As críticas são com o filme mesmo: que é chato de ser ver, que não traz nada de novo e que é um filme mediano para não dizer mediocre mesmo.

    Eu concordo que não é a melhor obra de Tim Burton mas é um filme delicioso, uma "Alice" numa Underland que só Tim Burton podia imaginar. Gostei.

    Concordo contigo em relação à actriz: os colegas de elenco roubam-lhe a cena sem qualquer problema e basta só aparecerem nem precisam de falar. É quase como se ela estivesse lá porque tem de estar, porque senão nao era a Alice no País das Maravilhas.

    (desculpa ter demorado a responder ;))

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  5. É provável que este seja um daqueles casos em que as espectativas estavam demasiado altas e foram contra-producentes...

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