quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ora, detestar!?

O filme da semana, para os distraídos, é ‘Iron Man 2’, de Jon Favreau.

Eu, claro está, já dei um saltinho ao Monumental, sala 4, para ver como é isso. O cinéfilo 1 foi comigo e desta vez a sintonia foi ‘quase’ perfeita. Cruzámos o olhar, rimos e abanámos a cabeça nas mesmas cenas. O ‘quase’ deve-se ao erro na sua análise da minha impressão do filme. Ele disse «deves ter detestado». Ora, detestar!? Francamente!



Mas vamos analisar:

As sequelas, meus amigos, tendem a… [como dizer?] nunca atingir os «horizontes» do filme progenitor. Na verdade, existe um dilema óbvio que compromete a qualidade de uma sequela: Como é que se mantém o estilo e se consegue surpreender, ao mesmo tempo? Enfim, deve haver uma maneira, mas não presumo que seja fácil; já que é tão raro! O que acontece tantas vezes é o que aconteceu com ‘Iron Man 2’, isto é, nada de novo! Por outras palavras, numa perspectiva geral, o filme não é inferior ao primeiro, mas parece que é porque não teve o efeito de primazia.

Assim, Robert Downey Jr, que neste segundo ‘Iron Man’ esteve tão espectacular como na sua primeira vez, foi bom de ver, mas não foi surpreendente. Por outro lado, a adaptação da Banda Desenhada ao grande ecrã foi conseguida, mas ninguém esperava que o não fosse, já que essa foi uma das qualidades em destaque no primeiro. Sem surpresa portanto! Percebem, então, onde quero chegar? Uma sequela pode, muitas vezes, não ser mais do que uma versão burilada (se tivermos sorte) de uma peça única, ou seja, uma cópia disfarçada, propícia a desencadear frustração.

Mas, nos dias que correm [crise financeira e tal], desde que tenha valor comercial…

Nota: Claro que NÃO detestei ‘Iron Man 2’! Um filme tão profundamente americano… Francamente! Só quem não me conhecer!...

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