segunda-feira, 3 de maio de 2010

WARNING: Pela vossa sanidade mental, é melhor não ver

Nicholas Sparks é, só por si, já material para umas quantas discussões sobre se é mesmo escritor e se os livros merecem esse rótulo. Classificado como lamechice e romance é atirado para prateleiras de segunda classe por muitos dos intelectuais (e principalmente pelos pseudo) que insistem que não é mais do que leitura fácil. Se por um lado dou a mão à palmatória e admito que os seus livros não são, nem de longe nem de perto, dignos de um Nobel ou coisa que o valha por outro lado defendo a escrita deste senhor em livros como As palavras que nunca que direi ou a A melodia do adeus. Se é certo que são livros de leitura fácil e romances que, regra geral, terminam da pior forma são também livros que puxam o mais sentimental que existe em nós. Romances bem construídos com enredos que nos envolvem e fazem acreditar no que é tão dificil e tão complicado: o amor. Talvez seja por isso que tanta gente nega este autor: a dificuldade em acreditar no amor (que é claro não existe como ele o retrata nos livros) supera qualquer tentiva de ler, antes de passar os agradecimentos já estão contra aquilo que ele defende.

Pois bem, se é verdade que leio os livros de Nicholas Sparks e, admito, que o Diário da nossa Paixão foi dos romances mais tocantes que já vi (muito pela interpretação dos actores) é também verdade que Dear John (Juntos ao Luar, nas maravilhosas traduções para português) é dos livros mais fracos que existem e o filme das piores coisas que já vi em cinema.

*SPOILER*
Dear John é um filme cheio de clichés e amores inquebráveis que nascem mais rápido do que a seta do cupido chega ao destino. Bad boy vira menino santo e militar dedicado. Conhece menina dedicada à religião que nem um palavrão diz. Amor sem fim e duas semanas arrebatadoras dão em ida do bad boy, que agora é um coração mole, para a Alemanha e tem a reviravolta quando o 11 de Setembro o impede de voltar a casa por lealdade ao país que jurou defender. Menina triste casa-se com outro que precisa de companhia e torna-se sofredora de uma paixão que não acabou.
*SPOILER*

É isto basicamente. E eu que até sou uma moça que gosta do bom romance tenho a dizer que o filme fez-me rir de tão fraco que é. Clichés atrás de clichés num sofrimento exacerbado e a bater na tecla do 11 de Setembro (parece que agora já se pode fazer filmes à vontade sobre isso, deve ter passado o período de luto). Não gostei, nada e tenho a dizer que nem o menino a revelar a sua veia de betinho (tenho a minha queda por semi-betos) me fez dar alguma coisa por este filme.

Posso pedir devolução do dinheiro? Não?

Tentar não custa.

See you soon. :)

Um comentário:

  1. Eu cá sou tolerante, a maior parte do tempo;

    Mas, às vezes, colocam cada 'mamarrajo' nas telas que é de se eriçar todos os pêlos do corpo!

    Eu não vi este filme, mas tenho tristes e (felizmente) vagas memórias de péssimas experiências cinematográficas.

    A mim custa-me horrores quando o filme deve milhões à qualidade! O cinema merece mais respeito do que alguns produtores/realizadores lhe têm.

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