Ontem eu e a OffTimeGirl fomos à Feira do Livro de Lisboa. Já andava a prometer à uns dias, e como em dia de exame não se estuda, ontem foi de vez.
Eu estava cansada e a OffTimeGirl com menos paciência que o habitual para "compras" (por isso lhe chamei passeio pelo Parque Eduardo VII). Mas lá fomos, mesmo com o tempo meio às avessas.
Ela sabia exactamente o que queria comprar. Foi fácil para ela, nesse aspecto.
Já eu sou uma apaixonada pela leitura, é um dos meus guilty pleasures... Segundo a OffTimeGirl, a leitura é um prazer que demora muito tempo a obter, é melhor ver um qualquer episódio de uma série, é mais instantâneo. Tenho que concordar com a questão da velocidade, mas o sentir o livro nas mãos, o cheiro do papel, e a surpresa de não saber o que vem na página a seguir é para mim aquilo que me faz adorar ler e continuar a comprar livros.
Então depois de muitas voltas e algumas indecisões, acabei por vir para casa com 6 títulos, para acrescentar à já meio longa lista que tenho para ler.
Apesar das minhas grandes paixões serem a literatura histórica, de mistério e policiais, desta vez decidi alargar horizontes e apostar essencialmente em romances de autores que nunca li. Há sempre uma primeira vez para tudo, e não quero estar a criticar sem ler o que os escritores escrevem. Até porque já fiquei muito surpreendida pela positiva por escritores portugueses que nunca tinha lido.
Assim, do meu passeio ao Parque Eduardo VII trouxe para casa:
- Uma Villa em Itália, de Elizabeth Edmondson, romance
- A Villa, de Nora Roberts (não se espantem quando disser que nunca li um livro desta autora...), romance
- Nudez Mortal, de J. D. Robb, policial e romance
- Diário da tua ausência, de margarida Rebelo Pinto (outra autora desconhecida aqui da estante), romance
- Irmãs de Sangue, de Barbara e Stephanie Keating (que escreveram um dos melhores livros que li até hoje, À Minha Filha em França), romance
- Chocolate à chuva, de Alice Vieira (a mesma autora que escreveu o livro Os Olhos de Ana Marta, que me é particularmente querido), nem sei como classificar, talvez livros para crianças?
Foram estas as minhas escolhas. Muitos mais livros gostava eu de ter trazido para casa, mas já vim demasiado carregada. Uma das desvantagens da literatura é que ela pesa...
Aconselho quem ainda puder a ir à Feira do Livro, no Parque Eduardo VII, até dia 16.
Vou fazendo comentários dos livros, à medida que os for lendo.
E tenho dito. Até à próxima!
Este ano não fui à feira do livro, por pura preguiça porque Lisboa é já ali ao lado mas o meu lado preguiçoso falou mais alto.
ResponderExcluirPara mim a leitura é um prazer: o cheiro das folhas (então quando os livros são antigos, é um encanto), o construir a "minha" história no meu pensamento com os "meus personagens" e não sujeitar-me a algo que alguém (realizador) idealizou e o prazer de passar as folhas e querer saber mais são um prazer para mim. Adoro ler e normalmente há sempre um livro a passear comigo.
Dos livros conheço "A villa em Itália", "A Villa" (eu e os romances, aaaiiiiii :)) e "Chocolate à chuva". Boas escolhas tenho que dizer. :)
Oh pessoal, rendo-me.
ResponderExcluirDe resto, seria estúpido estar aqui a dizer de uma forma de arte é melhor do que outra.
O literatura pode dar-nos coisas que o cinema não pode. Mas se trocar a ordem das palavras 'literatura' e 'cinema', a frase aplica-se com a mesma veracidade.
Os livros já foram muito importantes para mim, no tempo em que eu ainda não era uma nazi do tempo. Agora que me tornei fan de 'prazeres' rápidos e estou em »contenção« de custos, os livros tornaram-se raridades na minha rotina.
Nunca me foi tão fácil deixá-los a meio, aliás. Foi o que aconteceu com o famigerado 'Eclipse' da saga Twilight e o genial 'Homem Duplicado', de Saramago.
É grave , não é?!
Mas quando escuto os amantes da literatura, como vós, ainda recordo como é gostar muito de um livro. Estar com ele, dentro dele, ser ele. Eu sei o que é e invejo-vos...
Nenhuma forma de arte é superior a outra apenas tocam a públicos diferentes. Eu, por exemplo, não sinto uma inclinação especial por exposições de arte mas sou uma "vendida" por música, literatura (se se pode chamar a literatura a muito do que leio) e teatro. E o livro dá-me um prazer especial: dentro da história de outro tenho a minha. O teatro encanta-me porque sou apaixonada pelo palco e tenho respeito por aqueles que o pisam (sem rede) e com uma sala cheia a enfrentar. Tenho ainda mais respeito se sobem a palco só por 2 ou 3 pessoas. E a música...bem, a minha vida tem sempre banda sonora (mesmo que seja daquela desaconselhada a intelectuais).
ResponderExcluirMas tenho respeito acima de tudo pelas artes, porque não é fácil viver sob as criticas de todos e poucos são os que estão tão expostos quanto os artistas.
(peço desculpa mas o comentário já nem tem muito a ver com a feira do livro)
Eu invejo a tua paixão pelo cinema. Porque por muito que goste não chego nem perto da tua paixão, da forma como o filme se torna também teu.
De uma forma ou de outra, todas somos apaixonadas por arte. Essa é uma das coisas que nos une.
ResponderExcluirComo a Celine, também dispenso exposições em geral, que isto de olhar para quadros é um bocado superior ao que alguma vez eu irei entender. Mas gosto de ir a museus que contenham coisas históricas (ando à bastante tempo para ir ao Museu dos Coches), ou de visitar o nosso património.
Também a minha vida tem uma banda sonora, quase que tenho no mp3 uma música que serve para cada situação, cada estado de espírito....
Mas a leitura no fundo é a minha principal paixão. Imaginar a história, pensar o que faria eu se fosse determinada personagem, ficar surpreendida com os finais, talvez menos previsiveis que na maioria dos filmes... Torna cada livro que leio especial, alguns de tal forma que chegam a ter já as lombadas dobradas de tanto serem lidos. Tal como há filmes que marcam, também à livros que marcam.
Mas em relação ao cinema, acho que não sou um caso totalmente perdido. Nunca verei as coisas com os olhos da OffTimeGirl, mas viver com ela durante estes anos todos está a contagiar-me.
Talvez aos poucos, e intercalado com umas páginas de um qualquer livro, também eu comece a fazer comentários a filmes.
Quem sabe...
Tudo o que foi dito é obviamente respeitável e pessoal.
ResponderExcluirNo entanto, houve algo escrito pela celine que gostaria que fosse desenvolvido:
«(...) se se pode chamar a literatura a muito do que leio (...)»
Quando é que um livro, um filme, qualquer coisa, deixa deixa de ser aquilo que é objectivamente e passa a ser arte?