sexta-feira, 14 de maio de 2010

«(...) se se pode chamar a literatura a muito do que leio (...)», no meu ponto de vista

Fui eu que o afirmei por isso acho que posso responder numa postagem própria. Afinal a literatura, tal como qualquer forma de arte, é algo sério.

Escrevi o que escrevi mais pelos parâmetros estabelecidos por intelectuais do que por mim mesma. Não compro um livro porque é considerado literatura em detrimento de outros considerados fáceis ou banais (afinal de contas eu leio Nicholas Sparks ou Paulo Coelho). Mas a incontornável verdade é que há livros que são algo único e para mim pouco conta os prémios que já ganharam. Saramago será sempre Saramago, mesmo que sejam poucos aqueles que o conseguem ler sem cair para o lado com falta de ar. Livros de 500 páginas com descrições pormenorizadas da nuvem que passou naquele momento serão sempre motivo para falar de boca cheia e para ter uma marreca de fazer inveja ao Corcunda de Notre Dame. E será sempre de louvar citar uns quantos parágrafos de Kant mesmo que a filosofia seja um conceito tão estranho quanto a leitura de um caracter chinês.

A literatura é estabelecida pelos outros e depois esse conceito inventado por terceiros é usado para nos avaliar. Ora vejamos: experimentem dizer a alguém que lêm Paulo Coelho e observem a reacção. Passado pouco tempo (mas o suficiente para digerir a parte de Paulo Coelho) digam que na vossa estante contam uns quantos de Ernest Hemingway (ou qualquer outro prémio Nobel). Isto é suficiente para dar ao outro (principalmente se for um intelectual com um canudo todo xpto) ter três ataques cardiacos, dar dois mortais e cair ali à vossa frente como se tivesse visto o Jeepers Creepers naquele preciso momento. (Demasiado? Talvez, mas ficaram com a ideia não foi?)

A verdade é que a literatura não é nada mais do que um conceito que supostamente reúne os melhores dos melhores mas que na verdade não passa da opinião de um grupo restrito de pessoas. Não gosto de Saramago e para mim nunca será considerado literatura.

Os meus livros:
  • "A sul da fronteira, a oeste do sol", Haruki Murakami;
  • "O amor em tempos de cólera", Gabriel Garcia Marquez;
  • "Verónica decide morrer", Paulo Coelho;
  • "As palavras que nunca te direi", Nicholas Sparks;
  • "O guarda da praia", Maria Teresa Maia Gonzalez;
  • "O rapaz do pijama às riscas", John Boyne;
  • "O crime do padre Amaro", Eça de Queiroz;
  • "Por quem os sinos dobram", Ernest Hemingway;
  • entre tantos outros....
Fica para um dia destes a minha opinião de cada um e a opinião da versão cinematográfica do Amor em tempos de cólera" (blargh).

É verdade: a leitura tem de ser desgastante ou então não é obra de arte. Não pode estar acessível a todos. (isto sobre o que é defendido como literatura pelos intelectuais)

See you soon. :)

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