João Botelho na Prova Oral da Antena 3

E falou também do faltar amor ao que é português, ao cinema português. Falou de preferirem tudo ao cinema português. De irem sem medo ao cinema ver o que vem dos EUA (por exemplo) e renegarem o que é seu porque à partida será mediocre (como alguns dizem).
Concordo com ele. Há uma falta de amor próprio a este país que mete medo. O que aqui se faz nunca é bom mas paga-se para ver coisas estrangeiras que acabam por ser mais mediocres do que muito filme português.
Sim, ainda estou com esta da mediocridade atravessada. Talvez seja só pelos últimos acontecimentos mas a verdade é que não gosto de pessoas que renegam as origens sem lhes darem uma hipotese tal como não vou à bola com pseudo intelectuais com a mania que são cultos porque vêm filmes independentes que às vezes são mais estupidos que os portugueses.
Mas o português é que é mediocre. Dizem que sim. Isso e comédias românticas porque é para as massas. Pois. Dizem que sim. Se calhar o melhor é viverem numa bolhazinha como o amigo do Bolt. Ah, espera! Não devem saber quem é! Os filmes de animação são mediocres também.
(sim, sim podem chamar-me maldisposta mas às vezes acho que também tenho o direito de dizer o que me apetece tendo em conta que na maior parte das vezes também não pensam no que eu posso ou não gostar.)
See you soon. (talvez mais bem humorada mas não prometo nada)
imagem do blogue Une femme est une femme
Filme: Clueless(1995)
Alicia Silverstone
Olá.
ResponderExcluirTambém ouvi ontem o programa 'Prova oral', na antena 3.
Carismático, o Botelho! Ensinou-me que o filme 'O Tubarão' matou o cinema americano, o que, de resto, é uma imagem fantástica. Quase consigo imaginar o tubarão a engolir o letreiro HOLLYWOOD. Brindadeiras, enfim. Sabemos o que quis dizer. Cinema-arte vs cinema-negócio. Cáustico sim, mas inequivocamente purista, Botelho sabe ser pressuasivo e ter piada. Apesar de tudo, não posso fazer vénia a tudo o que diz.
Não sou purista. Não me incomóda que exista muita gente a ganhar muito dinheiro com o cinema, sem sequer gostar de cinema ou ter a pretensão de produzir um 'bom filme'. Não quero saber. Existem muitas visões e muitas formas se fazer cinema. Se Botelho está convencido que a sua forma de criar cinema é a melhor (e é natural que esteja, caso contrário não persistia nela), respeito, mas não engulo. Reforço: Não há 'um cinema', há inúmeros. Todos com muito para ver (e provavelmente incomparáveis), facto sempre aprazível!