segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O twist (in)esperado

Gosto quando uma série me surpreende, quando me faz voltar a acreditar que aquilo é mesmo bom e que tinha razão ao início quando, nas noites de segunda-feira, ficava acordada até às tantas (ai os encantos da vida de estudante) à espera daqueles dois episódios que a TVI passava. Eu e o House tínhamos um quê de conto de fadas que perdeu o encanto na temporada 6 quando sua excelência decide voltar com tudo de pernas para o ar naquela série. Not good. Pelo menos não o foi para mim. Por esta altura perdi o interesse e deixei de ver, já não havia história que me alimentasse a alma e o espírito sarcástico/mórbido que insiste em viver em mim.

Até que...

(Sim, também houve um mas para mim)

No final de temporada, House volta melhor que nunca. Sarcástico, desafiante e com uma clara perda na percepção do mundo. O mundo como ele o via já não existe e ele não encontra como o ver de novo. Um homem perdido no limbo entre o paraíso e o inferno se assim quisermos embora acabemos por pecar por excesso (sejamos sinceros, House nunca estará entre o paraíso e o inferno visto que ele faz questão de fazer o seu próprio inferno).

Neste momento, vou já encaminhada na temporada 7 e continua em alta. Com uma mudança que, embora esperada, conseguiu ser bem arquitectada no meio de tudo e uma mudança em todo o núcleo da série que, de uma forma ou outra, acaba por alterar a rotina da mesma.

House M.D, agora na temporada 7. A ver. Nunca mais olhamos para os médicos da mesma forma. Enjoy.

Seeyou soon. :)

5 comentários:

  1. Ora, o médico!...

    Ainda bem que foste tu a trazer ao berloque, essa mui digna profissão, em forma de comentário a esse fenómeno 'ignóbil' que é o culto do House MD.

    Certas pessoas já se questionaram sobre certas incoerências. E, se calhar, isto só me ocorreu por causa delas. Mas, raciocinem lá comigo, o pessoal destesta os médicos porque (diz-se) eles são tendencialmente vaidosos, arrogantes, frios e antipáticos. O House tem estes defeitos todos hiperbolizados à náusea e outros tantos igualmente detestáveis e toda a gente lhe acha piada.

    [Get the point!?]

    Eu sei, eu sei. Desculpa-se o House porque o tipo acerta sempre. Ah, e porque tem dor crónica e então dá-se o devido desconto. Ah, e porque, no fundo, tem bom coração...

    Mentira! O House é um herói porque não existe. É pura ficção.

    O que eu não entendo é o seguinte: Se acreditamos que personagens inventadas têm 'bom coração', porque não acreditamos que as pessoas reais também têm?!

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  2. Acho piada ao House porque é o House, é fictício. Com as divagações e maus humores dele posso eu bem pois não é possível que o encontre nos corredores de hospitais. E aí a beleza da ficção.

    É óbvio que um médico real com este feitio é, no mínimo, estúpido. Ninguém que esteja doente precisa de levar com a arrogância dos outros.

    Todas as pessoas podem ter bom coração mas depois tens aquelas que passam demasiado tempo a pensar que são melhores do que os outros, ou que os outros são futeis ou sempre de cara fechado e é "chato pa caraças"

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  3. É a mesma coisa que em toda a santa série que envolve pessoal de informática e/ou engenheiros os representam como geeks desfocados do mundo real. Se formos a ver todas as profissões têm a sua "paródia", resta saber se a consegues aguentar.

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  4. «Todas as pessoas podem ter bom coração mas depois tens aquelas que passam demasiado tempo a pensar que são melhores do que os outros, ou que os outros são futeis ou sempre de cara fechado e é "chato pa caraças"»

    ;-)
    Isto está muito personalizado. Mas, cá vai mais uma tentativa:

    Longe de mim forçar-te a gostar de alguém. Mas, por vezes, parece-me que só porque «aquela» pessoa te irrita, julgas que essa pessoa é má! Acho que é uma associação errada. Por um lado, a própria ideia de pessoa má é esquisita. Por outro, infelizmente, não gostamos e não nos irritamos somente com pessoas más; na realidade não gostamos de imensa gente fantástica por motivos inacreditáveis.

    Personalizando muito:

    Tu dizes-me muitas vezes que não podemos agradar a todos e por isso devemos ser e agir como achamos que é melhor. O que os outros pensam que se lixe, não é assim!? Ora, «essa pessoa» que te irrita, disse-me exactamente o mesmo que tu, num dia em que, com muito tacto, lhe dei a entender que algumas pessoas não a gramavam muito. ;) E ESTA HEM!

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  5. Qual das pessoas que me irrita? É que são muitas...se tu soubesses.

    Sim, mas é preciso ter tacto e não ser arrogante. Eu não ligo ao que os outros pensam de mim mas daí a estar-me completamente nas tintas e só olhar para o meu umbigo vai uma distância muito grande.

    Há que ter consideração pelo resto das pessoas e saber ouvir. O que algumas pessoas não sabem.

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